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Seara, cuja denominação significa terra de cultivo de cereais, tem o seu nobre povo a semear no tempo, muito trabalho e dedicação, o que lhe faz merecer colher na sua história presente, os frutos desta parceria - "Seara e seu Seareiro".

Terras da Empresa Colonizadora Rio Branco Ltda., - Nardi, Rizzo & Simon, iniciou-se a demarcação das mesmas no ano de 1924, principiando a colonização propriamente dita, gerenciada por Antonio Zanuzzo, no de 1927, quando se estabeleceu o povoado de Nova Milano, hoje SEARA.

Agricultores pobres provenientes do Rio Grande do Sul, das regiões próximas a Graporé, Serafina Corrêa, Casca e imediações, vinham a se estabelecer em Nova Milano, munidos apenas de suas precárias ferramentas de agricultura, suas sementes e seus sonhos de futuro. Adquiriam em média, uma ou duas colônias de terra, caracterizando-se desde a origem o sistema minifundiário, aonde vinham a cultivar basicamente o milho, trigo, cevada, aveia, arroz, mandioca, e criando suínos, bovinos, caprinos e galináceos como atividade imediata de sua produção agrícola.

Os primeiros colonizadores junto à Sede Nova Milano, hoje Distrito Sede de Seara foram: Augusto Bissani, Antonio Zanuzzo, Ferdinando Kirschner, José Benetti, Santo Paludo, João Trentin, João Dezen, Luiz Paravizi, Luis Versa, José Piaseski, José Canossa, Luis Benetti, Batista Deitos, Pedro Celante, João Marcuss, José Demeda e outros.

Originalmente, Nova Milano (Seara), pertencia ao Distrito de Itá, do Município de Cruzeiro (atual Joaçaba) criado em 1917 e a ele pertencendo até o ano de 1934, quando da instalação do Município e Comarca de Concórdia, continuando conhecida como Vila Milano do Distrito de Itá, Município de Concórdia.

Passou à condição de Distrito de Seara do Município de Concórdia, na data de 15 de março de 1944, em pleno curso da Segunda Guerra Mundial, ocasião em que mudou a sua denominação de "Nova Milano para Seara" em razão de estar o Brasil em guerra junto aos Aliados contra o Eixo, e Milano referendava a cidade de Milão, da Itália inimiga. Foi a denominação Seara, sugerida pelo então Prefeito de Concórdia, Dogelo Goss, motivado pela correspondência emitida pelo Estado ao "Acampamento Seara" dirigido pelo Engenheiro Agrimensor Carlos Otaviano Seára, encarregado de trabalhos de demarcação de terras pelo Estado, denominação esta, segundo suas explicações, considerando o vasto significado de Seara - terra de cultivo de cereais, messe, agremiação, comunidade, igreja, união, etc., e o fato muito bem notado de ser grande produtora de trigo e outros cereais.

Seara-Distrito veio a emancipar-se de Concórdia em 03 de abril de 1954, após intenso confrontamento político com Itá e Arabutã, pretendentes a sediar o novo Município que se formaria na ordem territorial da região. Todavia, prevaleceu por méritos e direitos a indicação de ganho de Sede do neo-município a Seara, de vez que só no item - arrecadação tributária -, que tinha por mínimo legal exigível a quantia de Cr$ 300.000,00, Seara arrecadava Cr$ 1.200.000,00, ou seja, o quádruplo do exigido, em muito superior aos seus concorrentes, dando assim plena demonstração de seu desenvolvimento. Em 03 de abril de 1954, instalava-se o MUNICÍPIO DE SEARA, com área de 898,36 Km2, sendo 431 Km2 da Colonizadora Luce & Rosa, 413 Km2 da Colonizadora Rio Brando Ltda., da Sede de Seara, e 54 Km2 da Eberle, Mosele & Ahrons, compreendendo circunscritos na sua ordem territorial os atuais Município de Itá (emancipado em 1956), Xavantina (emancipado em 1963), Arvoredo (emancipado em 1992) e Paial (emancipado em 1995) todos eles atualmente pertencendo à jurisdição da Comarca de Seara, instalada oficialmente em 15 de abril de 1967.

A rica produção colonial searaense tinha como destino certo de comercialização, Concórdia, até que em 1951, iniciava suas atividades os Moinhos da "Seara S/A - Indústria e Comércio", com moagem de trigo, milho e descascamento de arroz, e após fábrica de rações e concentrados, com silo e armazéns próprios, conseguindo desenvolver amplo mercado e possuindo filial e armazéns no Porto de São Francisco do Sul, SC. Foi esta primeira indústria de porte que viabilizou arrecadações que permitiram a emancipação administrativa e política do município searaense, no ano de 1954.

As atividades cerealíferas evoluíram naturalmente com o néo-município, propiciando condições ao surgimento de um abatedouro frigorífico de suínos, que iniciou suas atividades no ano de 1958, com a denominação "Frigorífico Seara S/A", lançando desde então o nome dos afamados produtos da marca - "Seara" -, amplamente conhecidos e apreciados no Brasil e exterior.

O Município de Seara, contendo atualmente uma área de apenas 316,65 Km2, tem o seu suporte financeiro baseado nas atividades da sua maior indústria, a "SEARA ALIMENTOS S.A", ocupando o Município a expressiva condição de 31ª, arrecadação do Estado Catarinense, dando clara conotação de suas potencialidades. A unidade da Seara Alimentos S.A, de Seara, emprega mais de 2.000 pessoas, além de oportunizar inúmeros empregos indiretos de uma série de atividades e serviços terceirizados e subsidiados e de um vasto sistema de integração de suinocultores e avicultores. A empresa tem a sua administração central junto a cidade de Itajaí, SC.

A singular conformação das terras searaenses com seus montes e vales bordados de riachos e verde, a fartura dos grãos que produz a crescente preocupação e interesse de ordem ambiental, ecológica e qualitativa de vida da sua população aliada ao sistema produtivo, faz jus ao nome que lhe foi dado de Seara, com seus adjetivos e predicados, enaltecendo a terra e a laboriosa gente Searaense.

O povo gracioso e hospitaleiro da Sede do Município e dos seus dois Distritos, Caraíba e Nova Teutônia, tudo fazem em sua simplicidade para bem receberem seus visitantes e turistas. Nova Teutônia possui um acervo museológico de máxima importância, com seu Museu Entomológico Fritz Plaumann, o maior conjunto entomológico das Américas e que recebe inúmeros visitantes e estudiosos do Brasil e exterior, estabelecendo para Seara um turismo científico e cultural admirável.

O povo searaense, mescla de descendências das origens italiana, alemã e eslava, provenientes de migração de frentes avançadas da colonização destas etnias no limítrofe Estado do Rio Grande do Sul, aqui vieram a se estabelecer para predestinar Seara à sua condição atual de merecida grandeza dentro do cenário sócio-econômico do Estado Catarinense.

As festas populares de sua gente, com anuais programações de chamamento turístico, ocorrem com o jantar Italiano promovido pelo Coral São Daniel a Festa de San Genaro, promovida pela Associação Italiana de Seara, o Kerb Fest e Oktoberfest pela Colônia Alemã e suas Entidades; a Semana Farroupilha e o Rodeio Interestadual do CTG Seara e Pampa; a Festa Cabocla da Associação dos Caboclos de Seara; as festas religiosas de São Daniel-Padroeiro, e a cinqüentenária Romaria de Nossa Senhora da Salete; a Festa do Colono e Motorista e a Festa da Amizade e Dia do Vizinho, promoção da Rádio Belos Montes de Seara, são eventos concorridos e apreciados no Município e região. Festeja-se a data de emancipação municipal em 03 de abril. Dentre os principais pontos turísticos destacam-se o Museu Entomológico Fritz Plaumann, o Centro de Memória de Nova Teutônia - Casa Viúva Nute e a Trilha Ecológica, no Distrito de Nova Teutônia; as Rampas de Parapente em Linha Brasília; a Casa da Cultura Biagio Aurélio Paludo e Centro Municipal de Memória Antonio Zanuzzo; Igreja Matriz São Daniel; o conjunto industrial da Seara Alimentos e revendas de seus produtos com a marca "Seara", e um variado número de entidades e clubes da cidade, bairros e comunidades do interior do município.

Este texto foi escrito por Euro Zanuzzo em 2003, estava nos arquivos da Fundação Cultural de Seara. Alguns dados foram atualizados.

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